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A mostrar mensagens de julho, 2026
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Magnésio: o mineral que 80% dos portugueses não têm em quantidade suficiente Há um cenário que se repete com uma frequência estranha nas consultas de nutrição e nas conversas informais sobre saúde: alguém que dorme mal, que sente cãibras nas pernas a meio da noite, que anda irritável sem razão aparente, que se cansa mais depressa do que devia, e que já fez análises de sangue que "vieram tudo normal". Ninguém pensou em pedir o marcador certo. Ninguém falou de magnésio. Não é por acaso. O magnésio é, provavelmente, o mineral mais subestimado da medicina moderna. Não porque a ciência o ignore, existem milhares de estudos publicados sobre o seu papel no corpo humano, mas porque as análises de rotina raramente o incluem, e quando incluem, medem-no no local errado. O magnésio é um mineral essencial envolvido em mais de 300 reações enzimáticas no corpo, incluindo a produção de energia, a função muscular, a regulação do açúcar no sangue e a qualidade do sono. Estima-se que a ...
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Mitocôndrias: porque são a chave do envelhecimento São quatro da tarde de uma terça-feira qualquer. Dormiste o que tinhas a dormir. Comeste. Não estás doente. As análises de rotina vieram normais. E mesmo assim sentes aquela coisa que não tem nome próprio: um cansaço que não é sono, uma sensação de estar a funcionar a setenta por cento, de subir um lance de escadas e reparar que reparaste no esforço. Atribuis isso à idade. Ao trabalho. Ao stress. E há verdade nisso tudo. Mas há também uma explicação mais profunda, que acontece muito abaixo daquilo que qualquer análise de sangue de rotina deteta, dentro de cada uma das tuas células, em estruturas tão pequenas que foram ignoradas durante a maior parte da história da biologia. Essas estruturas chamam-se mitocôndrias . São as centrais de energia das tuas células. E aquilo que sentes como "a idade a chegar" é, em grande parte, a história de mitocôndrias que se foram tornando menos eficientes, mais danificadas e menos numer...
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Menopausa e terapia hormonal: o que a ciência descobriu e ninguém te contou Em julho de 2002, um estudo clínico nos Estados Unidos foi interrompido a meio. Os investigadores tinham chegado a uma conclusão que consideraram urgente demais para esperar pelo fim do ensaio. A notícia saiu em todos os jornais, em todas as televisões, com todas as manchetes possíveis sobre risco de cancro, doenças cardíacas e coágulos. E médicos em todo o mundo, de Lisboa a São Paulo, começaram a fazer a mesma coisa: retirar a terapia hormonal às suas doentes. A mensagem era simples e aterradora: os hormonas da menopausa fazem mal. O que aconteceu a seguir foi um dos episódios mais devastadores da comunicação científica das últimas décadas. Milhões de mulheres ficaram sem tratamento. Outras nunca chegaram a iniciá-lo, mesmo com sintomas que comprometiam completamente a qualidade de vida. E os médicos que continuaram a prescrevê-la sentiram a pressão de estarem a fazer algo errado. O estudo chamava-s...