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Vitamina B12: o défice que imita demência e cansaço crónico

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Vitamina B12: o défice que imita demência e cansaço crónico Atualizado em agosto 2026 · Conteúdo baseado em fontes revistas por pares. Não substitui aconselhamento médico. A Maria tem 58 anos e há um ano começou a esquecer-se de coisas que antes eram automáticas. O nome de um colega. Onde pôs as chaves. O que ia buscar à despensa. O marido notou que ela estava mais lenta, mais confusa, mais irritável. O médico de família pediu uma ressonância cerebral. Veio normal. Fez um rastreio cognitivo. Ligeiramente abaixo do esperado. A palavra "declínio cognitivo" apareceu na conversa. Ninguém pediu vitamina B12. Quando finalmente a pediram, seis meses depois, o valor era 178 pg/mL. Tecnicamente acima do limite inferior do laboratório (150 pg/mL), portanto "normal". Mas funcionalmente, era uma deficiência com impacto neurológico real. Após três meses de suplementação com B12 injectável, a Maria recuperou a memória, a concentração e a energia. O "declínio cognitiv...

Treino de força depois dos 50: nunca é tarde para começar

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Treino de força depois dos 50: nunca é tarde para começar Atualizado em agosto 2026 · Conteúdo baseado em fontes revistas por pares. Não substitui aconselhamento médico. "Será que aos 50 ainda vale a pena começar a treinar força?" É a pergunta que mais recebo de leitores que nunca puseram o pé num ginásio, que associam halteres a jovens musculados, e que acham que a janela para construir músculo já se fechou. A resposta curta é sim. A resposta completa é que não só vale a pena como é, provavelmente, a intervenção mais protectora que uma pessoa pode fazer pela sua saúde na segunda metade da vida. A perda de massa muscular começa por volta dos 30 anos, a um ritmo de 3 a 8% por década. Depois dos 50, a perda acelera para 1 a 2% ao ano, e a perda de força é ainda mais acentuada: 1,5 a 5% ao ano. Se não se fizer nada para contrariar, aos 70 anos uma pessoa pode ter perdido 30 a 40% da massa muscular que tinha aos 30. E com ela vai a força para subir escadas, o equilíbrio p...

Neuroplasticidade depois dos 40: o cérebro pode criar novas ligações

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Neuroplasticidade depois dos 40: o cérebro pode criar novas ligações Atualizado em julho 2026 · Conteúdo baseado em fontes revistas por pares. Não substitui aconselhamento médico. Há um número que me fez parar a leitura e reler a frase duas vezes. Uma comissão do Lancet , reunida em 2024 para estudar prevenção de demência, concluiu que cerca de 40% dos casos de declínio cognitivo grave estão ligados a fatores de risco modificáveis, coisas que fazemos ou deixamos de fazer, décadas antes do primeiro sintoma aparecer. Não é genética inevitável a decidir sozinha. É estilo de vida, muito antes do problema ficar visível. Durante grande parte do século passado, a ideia dominante em medicina era que o cérebro adulto, essa massa de pouco mais de 1,3 kg que carregamos entre as orelhas, se fixava num molde único lá para os vinte e poucos anos, e que depois disso o único caminho possível era a perda lenta de neurónios e de função. O dado do Lancet aponta para outra realidade bem mais útil...

Magnésio: o mineral que 80% dos portugueses não têm em quantidade suficiente

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Magnésio: o mineral que 80% dos portugueses não têm em quantidade suficiente Atualizado em julho 2026 · Conteúdo baseado em fontes revistas por pares. Não substitui aconselhamento médico. Durante anos tive cãibras nas pernas praticamente todas as semanas, sempre a meio da noite, sempre a acordar-me de repente com uma dor que demorava minutos a passar. Perguntei a mais do que um médico, e a resposta foi sempre parecida: "é normal, bebe mais água". Fiz isso. Bebi mais água durante meses. As cãibras continuaram exatamente na mesma. Só muito mais tarde percebi que a explicação nunca esteve na hidratação. Havia um mineral envolvido em centenas de processos do corpo que ninguém tinha pensado em mencionar, e que as análises de rotina nem sequer costumam pedir. Chama-se magnésio, e é provavelmente o mineral mais subestimado da medicina moderna. Não porque a ciência o ignore, existem milhares de estudos publicados sobre o seu papel no corpo humano, mas porque as análises de ro...