Apneia do sono: o problema que destrói a saúde sem saberes

Homem de 52 anos a dormir de costas num quarto escuro, ilustrando a apneia do sono depois dos 40

Apneia do sono: o problema que destrói a saúde sem saberes

Atualizado em agosto 2026 · Conteúdo baseado em fontes revistas por pares. Não substitui aconselhamento médico.

São três da manhã e a Fernanda está acordada outra vez. Não foi um barulho que a acordou, foi o contrário: foi o silêncio. O marido esteve a ressonar durante vinte minutos seguidos e, de repente, parou.

Ela fica quieta a contar. Um, dois, três, quatro. Chega aos vinte e sente o próprio peito apertar. Aos vinte e cinco, ele engasga-se, arqueia ligeiramente o pescoço, puxa o ar com um som que parece um grito abafado, e volta a respirar. Não acorda. Não se lembra de nada disto de manhã.

De manhã ele vai dizer o que diz sempre, que dormiu mal, que está a ficar velho, que precisa de férias. Vai tomar o café em pé e vai adormecer à frente da televisão às nove da noite. E ninguém, nem ele nem a Fernanda nem o médico de família que lhe mede a tensão de seis em seis meses, vai ligar as duas coisas.

Isto repete-se, em muitas casas portuguesas, quatrocentas ou quinhentas vezes por noite. E a parte mais cruel é esta: quem tem apneia obstrutiva do sono é, quase sempre, a última pessoa a saber.

Vais perceber aqui o que acontece dentro do corpo em cada uma dessas pausas, porque é que o problema piora precisamente a partir dos 40, o que a apneia faz à tensão arterial, às hormonas e ao cérebro ao fim de anos, e como se confirma um diagnóstico em Portugal sem andar às voltas.

A apneia obstrutiva do sono são paragens repetidas da respiração durante a noite, causadas pelo colapso da via aérea na garganta. Cada paragem baixa o oxigénio no sangue e obriga o cérebro a um microdespertar para reabrir a passagem. A pessoa não se lembra, mas o corpo passa a noite inteira em alerta, e é daí que vem o resto do estrago.

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O que acontece dentro do corpo em cada pausa

A garganta não é um tubo rígido. É um canal mantido aberto por músculos que, durante o sono profundo, relaxam como todos os outros. Na maioria das pessoas isso não tem consequências. Em quem tem a via aérea mais estreita, ou mais tecido à volta dela, o relaxamento chega para a fechar.

O peito continua a fazer força para inspirar contra uma passagem fechada. O oxigénio no sangue começa a descer. Ao fim de dez, vinte, quarenta segundos, os sensores químicos do corpo disparam o alarme e o cérebro faz a única coisa que resolve o problema depressa: acorda um bocadinho, o suficiente para os músculos da garganta recuperarem tónus e o ar voltar a passar.

Esse microdespertar dura segundos e não fica na memória. Mas traz consigo uma descarga de adrenalina e noradrenalina, sobe a frequência cardíaca e aperta os vasos sanguíneos. Repete isto trezentas vezes por noite, todas as noites, durante dez anos, e tens uma pessoa cujo sistema nervoso simpático nunca chega a desligar.

É por isso que a apneia não se sente como apneia. Sente-se como cansaço que o fim de semana não recupera, como irritabilidade curta, como uma cabeça mais lenta a partir das três da tarde. O sono existe em horas, mas nunca chega à profundidade onde o corpo faz manutenção, e escrevi sobre o que se perde nessa profundidade no artigo sobre sono e longevidade.

Oito horas na cama não são oito horas de sono. Com apneia, podem ser oito horas de sobressaltos que ninguém regista.

Porque é que isto começa a aparecer depois dos 40

Há três mudanças que acontecem ao mesmo tempo e que explicam porque este problema é raro aos 25 e comum aos 55.

A primeira é o tónus muscular. Os músculos dilatadores da faringe perdem força e resposta com a idade, exatamente como qualquer outro músculo do corpo. Menos tónus significa uma garganta que colapsa com menos provocação.

A segunda é onde a gordura passa a acumular-se. A partir da meia-idade, a distribuição muda e uma parte instala-se em sítios que antes eram poupados, incluindo a base da língua e o pescoço. Não é preciso obesidade para isto acontecer: um aumento de cinco ou seis quilos no sítio errado chega para estreitar o canal.

A terceira é hormonal, e é a razão pela qual as mulheres deixam de estar protegidas. A progesterona estimula a respiração e ajuda a manter o tónus da via aérea. Quando cai, na perimenopausa e depois na menopausa, a diferença de prevalência entre homens e mulheres reduz-se de forma marcada. Muitas mulheres que sempre dormiram bem começam a ressonar aos 50 e atribuem tudo às hormonas em geral, sem desconfiar do que está mesmo a acontecer à garganta.

Quando comecei a investigar este tema, o que me surpreendeu não foi nada disto. Foi perceber que grande parte das pessoas com apneia não é obesa nem ressona alto: tem um maxilar mais recuado, ou um pescoço mais largo, ou um desvio do septo que nunca tratou. O estereótipo do homem enorme que faz tremer a casa a ressonar existe, mas está longe de ser a regra.

O número português que devia dar que pensar

Aqui está a parte deste artigo que não encontras em nenhum texto internacional sobre o tema.

Um estudo do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, feito com a Rede Médicos-Sentinela a partir das listas reais de utentes, estimou a prevalência de apneia obstrutiva do sono diagnosticada em Portugal, na população com 25 ou mais anos, em 0,89%. Um pouco menos de uma pessoa em cada cem. No sexo masculino subia para 1,47%.

Compara isso com a literatura internacional. Uma revisão sistemática publicada na Sleep Medicine Reviews estima que entre 9% e 38% dos adultos tenham algum grau de apneia, consoante os critérios usados, e uma análise publicada no The Lancet Respiratory Medicine em 2019 estimou cerca de 936 milhões de adultos afetados no mundo, dos quais 425 milhões em formas moderadas a graves.

Os próprios autores portugueses assinalam que um valor tão abaixo do dos outros países aponta para subdiagnóstico. Traduzindo para linguagem de todos os dias: por cada português com apneia identificada, há muito provavelmente uma dezena a viver com ela sem nome, a atribuir o cansaço à idade, ao trabalho e à falta de férias.

Menos de 1% dos adultos portugueses tem apneia diagnosticada. A estimativa internacional anda entre 9% e 38%. A diferença não é biologia, é diagnóstico.

O que a apneia vai fazendo ao resto do corpo

A consequência mais bem documentada é a tensão arterial. Um estudo prospetivo publicado no New England Journal of Medicine em 2000 acompanhou adultos ao longo de anos e mostrou que quem tinha respiração perturbada durante o sono desenvolvia hipertensão com muito maior frequência, de forma proporcional à gravidade, mesmo depois de descontar peso e outros fatores. A apneia é hoje uma das primeiras causas a procurar quando a tensão não baixa com medicação, e no artigo sobre tensão arterial alta expliquei porque tantas vezes se anda a tratar o número sem procurar a origem.

Depois vem a inflamação. As quedas e subidas repetidas de oxigénio, aquilo a que a investigação chama hipoxia intermitente, são um estímulo diferente da falta de oxigénio contínua: funcionam como ciclos de agressão e reperfusão que geram radicais livres e ativam vias inflamatórias, entre elas o NF-kB, o mesmo interruptor central de que falo no artigo sobre inflamação crónica. Marcadores como a PCR e a interleucina-6 aparecem elevados em muitos doentes com apneia moderada a grave.

Há ainda o eixo do cortisol. Um corpo que faz trezentos microdespertares por noite passa a noite em alerta, e a curva do cortisol perde a forma que devia ter, como descrevi no artigo sobre cortisol alto. Daí saem duas coisas muito concretas para quem as vive: fome de hidratos ao fim do dia e uma gordura abdominal que não cede a esforço nenhum.

E há a parte de que quase ninguém fala em consulta. A testosterona é libertada sobretudo durante o sono profundo. Sem sono profundo, os níveis descem, e muito homem de 50 anos que anda a queixar-se de falta de energia e de libido tem um problema de garganta, não um problema de hormonas.

Os sinais que aparecem de manhã, não à noite

Como a pessoa não assiste às próprias apneias, os sinais úteis são os que sobram ao acordar. Dor de cabeça matinal, sobretudo na testa, que passa ao fim de uma hora. Boca completamente seca. Levantar-se uma ou mais vezes por noite para urinar, sem problema de próstata que o explique. Acordar com o coração acelerado. E, acima de tudo, aquela sensação de que se dormiu oito horas e não se descansou nenhuma.

Durante o dia, o sinal que mais deve preocupar é adormecer sem querer em situações passivas: à frente da televisão, numa reunião, num semáforo. Existe um questionário validado para isto, a Escala de Sonolência de Epworth, e outro de rastreio de risco chamado STOP-Bang, que qualquer pessoa pode preencher em três minutos e levar para a consulta. Fiz o STOP-Bang por curiosidade enquanto preparava este artigo, e a experiência que recomendo é a mesma: não serve para te diagnosticares, serve para saberes se vale a pena levantar a questão ao médico.

A opinião editorial do Tiago

O que me incomoda neste tema não é a falta de tratamento. É a facilidade com que o sintoma principal foi normalizado. Ressonar entrou na cultura portuguesa como um traço de personalidade, quase uma piada de família, e não como um sinal clínico. Há casais a dormir em quartos separados há quinze anos que nunca falaram disto com um médico, porque a solução prática já foi encontrada: mudar de quarto.

Depois há o lado do sistema. Uma consulta de medicina geral dura o que dura, e ninguém pergunta ao doente hipertenso se ele ressona. Se perguntassem, uma parte das hipertensões resistentes que andam a somar comprimidos teria outro caminho. A apneia é dos poucos problemas graves em que existe um tratamento eficaz e uma resposta clara, e onde o obstáculo continua a ser chegar ao diagnóstico.

A parte mais importante deste artigo é gratuita e chama-se marcar consulta. Fica dito antes de tudo o resto, para não haver dúvidas sobre a ordem das coisas. Se leste até aqui foi porque reconheceste alguém, e talvez esse alguém sejas tu, e nesse caso o passo seguinte é um exame do sono, não um livro. Dito isso, há uma parte que o tratamento não resolve sozinho: mesmo depois de a respiração estar corrigida, anos de hipoxia intermitente deixam um terreno inflamatório instalado que não desaparece por se voltar a dormir bem, e que continua a aparecer na PCR, na glicemia e na tensão. Foi para esse terreno, e para o medir em análises, que escrevi o protocolo de 30 dias do Apaga o Fogo por Dentro.

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Capa do ebook Apaga o Fogo por Dentro de Tiago Americano

Apaga o Fogo por Dentro

Este livro não trata apneia e não quero que fiques com essa ideia. Trata o que fica depois dela. Quem chega ao diagnóstico ao fim de anos de noites partidas costuma trazer um terreno já instalado, com a PCR acima do que devia, a glicemia no limite e gordura visceral a somar, e nada disso desaparece só porque a respiração passou a estar resolvida. As 30 tarefas diárias do livro são para essa parte, e o capítulo das análises serve para saberes de onde partes e para veres, ao fim de um mês, se mexeu. É para quem já tratou do principal e quer arrumar o que ficou para trás.

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Como se confirma um diagnóstico em Portugal

O caminho começa no médico de família, e vale a pena chegar lá preparado. Leva o questionário de Epworth preenchido, leva a descrição de quem dorme contigo, que é a informação mais valiosa que existe neste diagnóstico, e leva os valores de tensão arterial se andas a medi-la. Sem esta conversa iniciada por ti, o tema raramente se levanta.

A confirmação faz-se com um estudo do sono. Pode ser uma poligrafia respiratória domiciliária, em que levas um aparelho para casa e dormes na tua cama, ou uma polissonografia completa feita num laboratório do sono, mais detalhada e usada quando há dúvidas ou outras suspeitas. O resultado traduz-se num índice de apneia e hipopneia, o número de paragens por hora de sono, que é o que classifica a gravidade.

Infográfico sobre apneia do sono depois dos 40, com os sinais de manhã, o que acontece no corpo em cada pausa e o caminho do diagnóstico em Portugal

Nas formas moderadas a graves, o tratamento de primeira linha continua a ser o CPAP, um aparelho que sopra ar com pressão suave e mantém a via aérea aberta durante a noite. É prescrito em consulta de pneumologia ou de medicina do sono e, no Serviço Nacional de Saúde, o equipamento é disponibilizado através dos cuidados respiratórios domiciliários, com as condições de comparticipação a confirmar com o médico. Em apneia ligeira ou em quem não tolera o CPAP, os dispositivos de avanço mandibular feitos por medida são uma alternativa com evidência, e a cirurgia fica reservada para casos anatómicos específicos.

Uma nota de honestidade que raramente aparece: o ensaio SAVE, publicado no New England Journal of Medicine em 2016, não conseguiu demonstrar que o CPAP reduzisse eventos cardiovasculares em doentes que já tinham doença cardíaca, em boa parte porque a adesão média ao aparelho foi baixa. Isso não desmente o benefício em sintomas, sonolência, qualidade de vida e tensão arterial, que está bem estabelecido. Diz outra coisa: o CPAP só funciona nas noites em que é usado, e a maior parte do trabalho está em tolerá-lo, ajustar a máscara e insistir nas primeiras semanas.

Depois de percebermos o que se passa na garganta durante a noite, fica a pergunta prática de sempre: o que é que eu posso fazer já, enquanto espero por consulta?

🌿 Como apoiar a respiração durante o sono de forma natural

Nada disto substitui um estudo do sono nem um tratamento prescrito, mas há medidas com evidência que reduzem a gravidade e que dependem só de ti.

No prato

Cortar o álcool nas 3 a 4 horas antes de deitar, porque relaxa os músculos dilatadores da faringe e está associado a mais paragens e mais longas nessa noite. Jantar mais cedo e mais leve, pelo menos 3 horas antes de te deitares, já que o refluxo irrita a via aérea superior e agrava o colapso. Peixe gordo duas a três vezes por semana, azeite e hortícolas de folha escura, pelo perfil anti-inflamatório que ajuda a compensar o stress oxidativo das noites mal respiradas. E reduzir os ultraprocessados e as bebidas açucaradas, o caminho mais direto para perder o peso que estreita o pescoço.

No dia a dia

Perder 5 a 10% do peso corporal, quando há excesso, está associado a reduções relevantes no número de paragens por hora. Dormir de lado em vez de costas, porque de costas a língua cai para trás por gravidade, e o truque antigo de coser uma bola de ténis nas costas do pijama continua a funcionar. Exercícios orofaríngeos, que treinam a língua e o palato mole: um ensaio publicado no American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine associou três meses destes exercícios a uma redução significativa do índice de apneias em casos moderados. E 150 minutos de exercício aeróbico por semana, associado a menor gravidade mesmo sem perda de peso. Se respiras mal pelo nariz, tratar essa obstrução muda mais do que parece.

Onde a prevenção natural acaba

Nenhuma destas medidas trata uma apneia moderada ou grave, e nenhuma dispensa o estudo do sono. Se alguém já presenciou paragens da tua respiração, se acordas com dores de cabeça e tens tensão arterial que não baixa, ou se alguma vez adormeceste ao volante, isso é motivo para consulta agora e não para daqui a uns meses. Adormecer a conduzir é uma emergência de segurança, não um sintoma para gerir em casa.

Os hábitos acima reduzem a gravidade e apoiam o corpo, mas não apagam o rasto que as descidas repetidas de oxigénio deixam nas células. É nesse ponto, o do stress oxidativo acumulado e do cansaço diurno que sobra, que um suplemento pode ter algum papel de apoio.

💊 Suplemento recomendado

CoQ10 200mg Ubiquinona

Nenhum suplemento trata apneia do sono, e este não é exceção. A coenzima Q10 atua na cadeia respiratória das mitocôndrias e tem sido relacionada com a defesa antioxidante celular, o terreno que mais sofre com os ciclos repetidos de descida e subida de oxigénio. Estudos associam-na também a menor sensação de fadiga em pessoas com níveis baixos, o que a torna um apoio possível ao cansaço diurno, nunca uma alternativa ao diagnóstico.

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☕ Uma nota do Tiago

Se levares só uma coisa daqui, leva esta: pergunta a quem dorme contigo. Não perguntes se ressonas, isso já sabes. Pergunta se alguma vez te ouviu parar de respirar. É uma pergunta estranha de fazer ao pequeno-almoço e é, muito provavelmente, a informação clínica mais valiosa que alguém te pode dar sobre a tua saúde neste momento. Custa trinta segundos, não custa dinheiro nenhum, e pode ser o princípio de resolver dez anos de cansaço a que já tinhas dado o nome errado.

Por onde começar esta semana

Começa pela conversa. Esta semana, pergunta a quem partilha a tua cama se já te ouviu parar de respirar durante a noite, e pede-lhe para reparar durante duas ou três noites. Se dormes sozinho, deixa o telemóvel a gravar áudio durante o sono: qualquer aplicação simples de gravação chega para ouvires, de manhã, o padrão de ressonar interrompido por silêncios e retomas bruscas.

A seguir, faz o teste de sonolência de Epworth, que encontras em qualquer site clínico e demora três minutos. Anota a pontuação, anota os sinais que reconheces desta lista, dor de cabeça matinal, boca seca, idas à casa de banho, e leva esse papel à consulta. Um médico de família com uma folha destas à frente tem um caminho evidente; sem ela, tem cinco minutos e uma queixa vaga de cansaço.

Enquanto esperas, muda duas coisas que não custam nada: passa a dormir de lado e corta o álcool à noite durante duas semanas. Não vais resolver uma apneia com isto, mas vais perceber quanto do teu cansaço muda quando a respiração melhora um pouco, e essa informação, sobre ti, vale mais do que qualquer artigo.

No próximo artigo vamos falar do check-up aos 40 em Portugal, o que o SNS oferece de facto, o que tens de pedir por iniciativa própria e o que quase nunca aparece nas análises de rotina. Vais perceber que a diferença entre um check-up razoável e um check-up inútil está em três ou quatro pedidos que ninguém te faz espontaneamente.

Se conheces alguém que ressona alto e vive cansado sem explicação, partilha este artigo com essa pessoa. Pode ser a conversa que muda os próximos vinte anos de saúde dela.

Referências e fontes

  • Rodrigues, A.P. et al. Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge. Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono: epidemiologia, diagnóstico e tratamento. Um estudo da Rede Médicos-Sentinela.
  • Senaratna, C.V. et al. (2017). Prevalence of obstructive sleep apnea in the general population: a systematic review. Sleep Medicine Reviews, 34, 70-81.
  • Benjafield, A.V. et al. (2019). Estimation of the global prevalence and burden of obstructive sleep apnoea: a literature-based analysis. The Lancet Respiratory Medicine, 7(8), 687-698.
  • Peppard, P.E. et al. (2000). Prospective study of the association between sleep-disordered breathing and hypertension. New England Journal of Medicine, 342(19), 1378-1384.
  • Marin, J.M. et al. (2005). Long-term cardiovascular outcomes in men with obstructive sleep apnoea-hypopnoea with or without treatment with continuous positive airway pressure: an observational study. The Lancet, 365(9464), 1046-1053.
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  • Guimarães, K.C. et al. (2009). Effects of oropharyngeal exercises on patients with moderate obstructive sleep apnea syndrome. American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine, 179(10), 962-966.
  • Johns, M.W. (1991). A new method for measuring daytime sleepiness: the Epworth Sleepiness Scale. Sleep, 14(6), 540-545.

Nota: este artigo tem fins informativos e educativos e não substitui uma avaliação médica. A apneia obstrutiva do sono só pode ser diagnosticada através de um estudo do sono, e o tratamento deve ser definido por um médico. Se suspeitas que tens apneia, fala com o teu médico de família. Se alguma vez adormeceste ao volante, procura ajuda médica com urgência e evita conduzir até seres avaliado.


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